domingo, 3 de abril de 2011

poema entranhado nas gentes


Soneto solium ou sarginata
                          por Danilo Ribeiro

Um marinheiro solitário
num mar de fluidos navegando.
Nem barco, nem vento soprando
vela, marujo, em teu calvário.
                                                
O intestino, grande cenário,
do andarilho zig-zagueando
metros de tripa desbravando
quase chegando ao sanitário.

Carne de porco ou duma vaca
em um almoço ou num jantar
foi consumida à gafo e faca. 

E se eu pudesse me tornar
esse hóspede que ao homem ataca
atacaria até matar!

--*--*--

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