Soneto solium ou sarginata
por Danilo Ribeiro
Um marinheiro solitário
num mar de fluidos navegando.
Nem barco, nem vento soprando
vela, marujo, em teu calvário.
O intestino, grande cenário,
do andarilho zig-zagueando
metros de tripa desbravando
quase chegando ao sanitário.
Carne de porco ou duma vaca
em um almoço ou num jantar
foi consumida à gafo e faca.
E se eu pudesse me tornar
esse hóspede que ao homem ataca
atacaria até matar!
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