sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Poema um pouco antigo. Pedante. Mas fiel ao tempo em que se escreveu.


Leon
         por Danilo Ribeiro

Minha oração, que é subordinada, às vezes,
que, à prosódia, deve a métrica poética,
reza em terço de rosário catacreses,
mas coordena livre linguagem zetética.

Minha linguagem, entre linhas e teses,
não impera categoricamente ética,
lembra grama ática de sal de burgueses,
porém quer destes subverter a estética.

Minha filosofia, camarada é
vocativo. Chama a luta pelo pão,
mas só pão é pouco para o que ela quer.

Minha meta, poesia, evocação,
querem, tal Leon, no tempo que vier,
destes versos a total compreensão.

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