segunda-feira, 3 de outubro de 2011

a gente vai embora dos lugares e sabe, só depois, que sempre fica alguém exercendo a função fundamental de sonhar. esse poema fiz em conversa com uma pessoa que hoje toma, junto com outros, a tarefa de tentar levar o moviemento estudantil na minha velha universidade pras bandas do Ceará, Dany Clemente.

Poema para menininha
 por Danilo Ribeiro

A que veio ao mundo, menininha?
Quando nasceu, não o fizesse, o sol se poria
De rompante, menininha, virou gente
De você prescindem as monstruosas máquinas dos burgueses
De seu sorriso ou de sua lágrima prescinde a drástica ironia das tragédias
Sejamos práticos, menininha
A nada serve nossa existência
Como igualmente inútil é escrever um poema
E eu escrevo
Ainda assim, insistente, escrevo
Porque todo o pragmatismo cai ao chão ante um sorriso verdadeiro

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