quinta-feira, 13 de outubro de 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

Drummond, há um consolo: o destino é mesmo pra todos, findaremos, graças a deus, na vala-comum da existência.


Qualquer cidade
              por Danilo Ribeiro

Sem tetos entre lixeiras
mulheres entre varejeiras
fedor catar comer

um tapuru vai devagar
um porco vai devagar
um rato não tão devagar
rapidamente... os vermes comem

eita vida bosta, meu deus

--*--

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

a gente vai embora dos lugares e sabe, só depois, que sempre fica alguém exercendo a função fundamental de sonhar. esse poema fiz em conversa com uma pessoa que hoje toma, junto com outros, a tarefa de tentar levar o moviemento estudantil na minha velha universidade pras bandas do Ceará, Dany Clemente.

Poema para menininha
 por Danilo Ribeiro

A que veio ao mundo, menininha?
Quando nasceu, não o fizesse, o sol se poria
De rompante, menininha, virou gente
De você prescindem as monstruosas máquinas dos burgueses
De seu sorriso ou de sua lágrima prescinde a drástica ironia das tragédias
Sejamos práticos, menininha
A nada serve nossa existência
Como igualmente inútil é escrever um poema
E eu escrevo
Ainda assim, insistente, escrevo
Porque todo o pragmatismo cai ao chão ante um sorriso verdadeiro

--*--*--