Poema para menininha
por Danilo Ribeiro
A que veio ao mundo, menininha?
Quando nasceu, não o fizesse, o sol se poria
De rompante, menininha, virou gente
De você prescindem as monstruosas máquinas dos burgueses
De seu sorriso ou de sua lágrima prescinde a drástica ironia das tragédias
Sejamos práticos, menininha
A nada serve nossa existência
Como igualmente inútil é escrever um poema
E eu escrevo
Ainda assim, insistente, escrevo
Porque todo o pragmatismo cai ao chão ante um sorriso verdadeiro
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