segunda-feira, 23 de maio de 2011

escrito em 04/04/2002, é o poema mais antigo que tenho guardado; escrevi pouco mais de 2 meses depois da morte de meu avô.

À tardinha 
(para vovô Teobaldo)
                  por Danilo Ribeiro

Era uma rotina quase diária
Final de tarde, a luz do sol branda
Na calçada uma sombra
O radinho e o canto da viana.

Às vezes debulhando espigas de milho
Às vezes vargens de feijão
Às vezes nada na mão
Só conversando com algum filho

O certo é que o fim da tarde chega
E não tarda a vida em levar
Para a sombra da noite a existência
Feliz que a lembrança segue em alguns

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