segunda-feira, 23 de maio de 2011

escrito em 04/04/2002, é o poema mais antigo que tenho guardado; escrevi pouco mais de 2 meses depois da morte de meu avô.

À tardinha 
(para vovô Teobaldo)
                  por Danilo Ribeiro

Era uma rotina quase diária
Final de tarde, a luz do sol branda
Na calçada uma sombra
O radinho e o canto da viana.

Às vezes debulhando espigas de milho
Às vezes vargens de feijão
Às vezes nada na mão
Só conversando com algum filho

O certo é que o fim da tarde chega
E não tarda a vida em levar
Para a sombra da noite a existência
Feliz que a lembrança segue em alguns

--*--*--

segunda-feira, 16 de maio de 2011

há que se prevenir naquelas horas...


Poema oral
       por Danilo Ribeiro

a barba mal feita
é bom que se saiba
arranha boceta
assim como boceta
mal depilada
deixa a nossa boca
toda arranhada

--*--*--

sexta-feira, 13 de maio de 2011

50 e poucos anos de idade do grande poeta Arnaldo Antunes...

Pensamento
    por Arnaldo Antunes

Pensamento que vem de fora
e pensa que vem de dentro,
pensamento que expectora
o que no meu peito penso.
Pensamento a mil por hora,
tormento a todo momento.
Por que é que eu penso agora
sem o meu consentimento?
Se tudo que comemora
tem o seu impedimento,
se tudo aquilo que chora
cresce com o seu fermento;
pensamento, dê o fora,
saia do meu pensamento.
Pensamento, vá embora,
desapareça no vento.
E não jogarei sementes
em cima do seu cimento.
--*--*--

segunda-feira, 9 de maio de 2011

quinta-feira, 5 de maio de 2011

algumas palavras...


Palavrinha
           por Danilo Ribeiro

Escutar essa palavrinha
Suave por sua boca
Dá em mim uma coisinha
Uma pulsação louca
Dá um frio na espinha
E minha voz fica rouca

Causa um rebuliço
Em cada entranha cá dentro
Como fosse um feitiço
Dos que não tem unguento
Me diz o nome disso
Desse meu sentimento

Me faz uma promessa
Só peço esse favor
Encosta tua cabeça
No meu peito de tambor
E fala pra mim depressa
Fala pra mim de amor

*--*--*