antimétrica da esperança
- por Danilo Ribeiro
dois mil e treze maldito
dobra a última esquina de dezembro
e some no infinito
para desmemória do nem me lembro
leva teu recado cruento
a lição de que a morte é certa
para os confins do esquecimento
não deixes qualquer porta aberta
parte com teus dias e semanas
lembra de nunca mais aparecer
e leva em tua caravana
a dor que veio me adoecer
deixa o ano que aponta
que sobre tu avança
vir e tomar de conta
com migalhas de esperança
a lição de que a vida é certa
e que salvo engano
há perspectiva de descoberta
na chegada do novo ano