terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Poema recitado por Martinho Olavo na comemoração dos 60 anos do meu tio Newton Francelino.

A RÔLA APÓS OS 60 ANOS - POESIA POPULA

Esta rôla antigamente
Vivia caçando briga
Furando pé de barriga
Doidinha pra fazer gente
Mas hoje tá diferente
No mais profundo abandono
Dormindo um eterno sono
Não quer mais saber de nada
Com a cabeça encostada
Na porta do cú do dono

Já fez muita estripulia
Firme que só um bambu
Mas parecia um tatu
Fuçava depois cuspia
Reinava na putaria
O "priquito" era seu trono
Trepava sem sentir sono
E sem precisar de escada
Mas hoje vive enfadada
Na porta do cú do dono


Nunca mais desvirginou
Uma mata vaginosa
Há muito tempo não goza
Noite de gala acabou
Vive cheia de pudor
Sonolenta e sem abono
Faz da celoura um quimono
E da cueca uma estufa
Vive hoje a cheirar bufa
Na porta do cú do dono.


*Autor: Oliveira Sá.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Conheci esses lindos versos do poeta Manoel Filó, do Pajeú pernambucano, ouvindo o álbum ‘A Revolução dos Pebas’, do grupo 'Fim de feira'...

“Uma saudade infestada
toda a vida sempre tive
que não sei como se vive
sem ter saudade de nada.
Até mesmo um camarada
quando faz uma partida
nos deixa por despedida
uma saudade encravada.
Não ter saudade de nada
é não ter nada na vida.

Pra falar a verdade,
neste meu viver sentido,
a minha vida tem sido
a morada da saudade
porque sinto em quantidade
de uma pessoa querida
que foi desaparecida,
mas a saudade é dobrada.
Não ter saudade de nada
é não ter nada na vida.”

*por Manoel Filó.