domingo, 25 de setembro de 2011

Poema feito sob o som da super-música 'Atom Heart Mother' (Pink Floyd).

Músculo (necrópole)
          por Danilo Ribeiro

Um feixe de luz mergulha
nalgum lugar comum
infinito.
Numa casa de quatro quartos:
átrios e ventrículos,
onde há leitos aconchegantes
e sempre cabe mais um.
Mas o feixe apaga-se
na sombra da venosa perda,
e, na soturna sensação da distância,
o pulsar necrótico faz do infinito
infinito menos um pedaço.

--*--

domingo, 18 de setembro de 2011

Oscar [Malulco] Romero, meu irmão, vai colocar o nome de Vinicius no filho dele. Enquanto fiz uns versinhos pro poetinha, Oscar fez logo um menino... Justas homenagens!!

Inveja
         por Danilo Ribeiro


Não tenho amigos poetas
Tomo grandes porres
Mal leio poetas
Tenho muitos vícios
Todos imorais
Um dia eu acordo
Vinicius de Moraes
Tremendo de ressaca
De whisky importado
Falso

--*--

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Haikai 7. mais poeminha de bosta...


Hemorróida não tem cura:
É no sanitário
que o cagão faz sua leitura.


(por Danilo Ribeiro)