Músculo (necrópole)
por Danilo Ribeiro
Um feixe de luz mergulha
nalgum lugar comum
infinito.
Numa casa de quatro quartos:
átrios e ventrículos,
onde há leitos aconchegantes
e sempre cabe mais um.
Mas o feixe apaga-se
na sombra da venosa perda,
e, na soturna sensação da distância,
o pulsar necrótico faz do infinito
infinito menos um pedaço.--*--